Em minhas palavras:
A cibercultura, mais do nunca, encontra-se num período de solidificação constante, há muito já permeia os campos de estudo, e que antes se resumia à pura ficção cientifica futurista.
Não é mais difícil acreditar em tantas possibilidades ou no infinito, vivemos num período de transições constantes, em que o homem pós-moderno, enquanto ser involutivo, passa a construir um universo de informações flutuantes ao seu redor, subestimando a lei da evolução natural, sintetizando o homem para o homem.
O caos, por outro lado, acredito que seja uma tendência de controle e ao mesmo tempo descontrole das relações entre o que ainda definimos de natural ou artificial. Mas essa definição ultrapassa a presente capacidade de perceber isso no cotidiano, posto que constantemente estamos vivendo essas relações de forma espontânea, muitas vezes, nem refletindo o quanto imersos estamos nessa neo-realidade-ultra-evolutiva.
Talvez seja tão simples, que muitas vezes não acreditamos que realmente seja. Um mp3 é cultura cyber? Talvez mini-games anos 80 também sejam, ou quem sabe o homem pós-material? A alma? Todas são linguagens universais, feitas pelo homem para o homem, que numa necessidade lírica de evoluir, transgride na sua capacidade de adaptação, tanto do pensamento, como do físico, mas partindo do pressuposto de uma necessidade evolutiva através da integração do espaço/meio com a cibernética. Integração essa que se mostra cada vez mais intrínseca e única.
Dessas relações, percebemos a grande ânsia por formatos cada vez menos visíveis e onipresentes, relativamente místicos, por estarem envolvidos numa constante elevação do poder e da capacidade de transformação do homem, na perspectiva de uma entidade híbrida, de uma ficção embasada em realidades constantes e cada vez mais pertencentes ao innerself , do que somos efetivamente dentro ou fora do que chamamos de ciberespaço, daquilo que desejamos impulsivamente: Vida eterna.
Sem se importar muito com qual fluido pós-humanista irá impulsioná-la, somos ciberculturais.
Recomendo leitura:
Pós-humano Demasiado Pós-humano.
-Inner self is a public domain-
